BB aposta em tecnologia para voltar ao topo

Muda o ano, mas algumas táticas não saem de moda. O Banco do Brasil segue com investimentos no setor de tecnologia da informação e, para 2009, vai destinar 20% a mais de recursos que no ano passado. De acordo com José Luis Prola Salinas, vice-presidente de tecnologia e logística da instituição, os gastos previstos para o período estão estimados em R$ 1,2 bilhão – a serem aplicados em inovação, manutenção e desenvolvimento de soluções.

Apesar de afirmar que o foco principal dos investimentos é melhorar o atendimento aos clientes, Salinas reconhece que a TI é uma arma importante na briga com a concorrência. Em 2008, a fusão entre Itaú e Unibanco formou a maior instituição financeira do hemisfério sul e tirou do Banco do Brasil a primeira colocação no mercado bancário nacional.
“A tecnologia pode nos ajudar a retomar a liderança”, disse ele na tarde de ontem (22/01), no espaço montado pelo banco na São Paulo Fashion Week.

Durante o evento de moda mais importante do País, que termina nesta sexta-feira (23/01), o executivo apresentou ao B2B On-line as tendências mundiais que o Banco do Brasil pretende trazer ao setor bancário em 2009 e nos próximos anos. Algumas delas, como a TV em terceira dimensão (3D), já foram apresentadas durante uma exposição realizada no ano passado.

A moda vai pegar?
A TV 3D deve voltar à tona com uma amostra que rodará o País para mostrar aos clientes quais são as apostas para o futuro. Como a tecnologia é pouco amadurecida, o objetivo inicial é ver a reação do público diante do recurso e estudar possíveis áreas de implementação. Já o aplicativo para TV digital, que permitirá transações bancárias pelo controle remoto, depende da entrada no mercado do Ginga (middleware que permite interatividade na televisão). Ambos os recursos devem levar algum tempo até se massificar, de fato.

Enquanto isso, o BB centraliza seus investimentos na modernização dos terminais de auto-atendimento (ATMs) – hoje estimados em 40 mil ao todo e responsáveis por mais da metade das transações realizadas. Entre as funcionalidades, tela touch screen, identificador biométrico, um leitor capaz de fazer a truncagem de cheques na hora e um mecanismo que faz o pagamento em moedas – esse último, segundo Salinas, apropriado para aposentados, pensionistas e outros usuários que recebem benefícios em valores “quebrados”.

Alguns dos mais de 300 fornecedores de tecnologia do banco devem importar as máquinas da Europa, Ásia e América do Norte para serem testadas no Brasil durante o projeto piloto. Aqui, terão suas especificações modificadas para se adequarem à realidade local.

Também tomarão parte dos trabalhos de TI do BB as ações voltadas para a gestão eletrônica de documentos, com intuito de informatizar práticas como envio de documentos para solicitação de crédito e o fim dos boletos de papel (conforme previsto pela Febraban para o setor bancário).

Integração
Das aquisições realizadas no ano passado, o BB está no controle apenas do Besc (Banco do Estado de Santa Catarina), em novembro. Faltam ainda o banco Nossa Caixa, que será incorporado em março, e a aprovação da parceria com o banco Votorantim, que deve resultar em um estudo conjunto das tecnologias das duas instituições.

Assim que assumiro comando, vão avaliar a tecnologia utilizada por eles e desenvolver um plano de ação para integrar os sistemas. No Besc, esse processo encontra-se em fase de consolidação. “O Besc já tem a cara do BB, mas estamos avaliando o CPD deles para encontrar de uma sinergia”, observa Salinas.

Fonte: B2B Magazine

Publicado por Marcus Vinícius

Consultor e Desenvolvedor WEB/VOIP, atua em projetos pela Innovus desde 2003, focado no desenvolvimento de soluções de telefonia IP utilizando o software Asterisk. Contribuidor ativo dos portais VoIPCenter, AsteriskOnline e AsteriskBrasil.

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