Software: PDP quer quadruplicar exportações

O Brasil é a bola da vez para investimentos nas diversas áreas da indústria, declarou nesta terça-feira, 08, a representante do BNDES Margarida Baptista, que esteve em Porto Alegre participando de uma reunião-almoço da Abinee-RS.

Ela apresentou ao empresariado gaúcho a Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP) do Governo Federal, que, entre outras coisas, pretende quadruplicar as exportações de software brasileiras até 2010.

O projeto é voltado a 25 setores industriais, mas dá bastante atenção às TICs. Além da previsão para vendas externas da área de software em geral, o programa também projeta elevar o número de exportadoras de pequeno e médio porte em 10%. Em 2006, essas empresas somavam 11.792 no país.

Para isso, a PDP – que conta com recursos não só do Governo Federal, mas também do BNDES, Finep e outros órgãos de fomento – divide a área de tecnologia em cinco subprogramas: Software e Serviços, Microeletrônica, Displays de Informações, Infraestrutrua para Inclusão Digital e Adensamento da Cadeia Produtiva.

Nestes segmentos, a estratégia do governo será gerida em conjunto pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) – que, segundo o próprio governo, conta com investimentos de R$ 41,2 bilhões até 2010.

Com o novo plano, o governo pretende elevar a receita das exportações para US$ 3,5 bilhões em dois anos, criando em torno de 100 mil empregos. Em 2007, o Brasil vendeu para o exterior em torno de US$ 800 milhões em software, dentro de um mercado global avaliado em US$ 36 bilhões.

Atrair fábricas de semicondutores para o país também está nos planos da PDP, assim como iniciativas de P&D. “Investiremos muito em pesquisa. Toda empresa estrangeira que quiser instalar seu laboratório no Brasil será bem vinda”, destacou Margarida.

Ainda pelos planos da PDP, os investimentos privados em Pesquisa & Desenvolvimento deverão subir de 0,51% para 0,65% do Produto Interno Bruto até 2010. Outra medida prevista é o aumento da relação entre investimento fixo e PIB, atualmente fixada em 17,6%, para 21% em dois anos. Ampliar a participação do Brasil nas exportações mundiais de 1,18% em 2007 para 1,25% até 2010 é outra meta.

Já nas áreas de Microeletrônica e Adensamento da Cadeia Produtiva, o programa prevê a instalação de duas fábricas de circuitos integrados envolvendo front-end no país. Também está nos planos elevar para 14 as atuais sete design houses brasileiras, incentivando o desenvolvimento de circuitos no país.

No fim, conclui Margarida, a meta geral é reduzir o déficit da balança comercial exportadora brasileira, hoje avaliado em US$ 12 bilhões, e aumentar a competitividade internacional do país. E, segundo ela, a hora é agora.

“Este é um momento em que todos os setores contemplados pela PDP estão dando sinais claros de explosão interna e externa. Se não fizermos nada agora, não faremos mais”, alertou a representante do BNDES.

Fonte: Baguete

Publicado por Marcus Vinícius

Consultor e Desenvolvedor WEB/VOIP, atua em projetos pela Innovus desde 2003, focado no desenvolvimento de soluções de telefonia IP utilizando o software Asterisk. Contribuidor ativo dos portais VoIPCenter, AsteriskOnline e AsteriskBrasil.

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