A TI do futuro

O futuro da TI é darwinista: nem o mais forte, nem o mais inteligente sobreviverá, mas sim aquele que melhor souber se adaptar às mudanças.

Porque os próximos anos, conforme estudo da IBM realizado junto a CIOs e CEOs de 42 países, será de inovação constante, ou seja, mutação nos processos, projetos e empresas, como um todo.

“No estudo, oito em cada dez CEOs disseram esperar muitas mudanças para os próximos anos”, conta Enio Garbin, executivo da área de software da IBM e um dos painelistas do CIO Fórum da Amcham, realizado nesta terça-feira, 24, em Porto Alegre. “Entretanto, apenas um em cada dez afirmou que sua empresa está preparada para estas novidades”, pondera.

Para Garbin, a solução para acompanhar o ritmo frenético da inovação será partir para um modelo de negócios mais colaborativo. Além disso, prestar atenção no cliente, que é o demonstrador de cada nova demanda. Ser desbravador também é fundamental, isto é, sobrepor-se à concorrência pela antecipação de tendências. Outro fator que pode ajudar é a integração global. “É preciso agir globalmente integrado, aproveitando as oportunidades, tecnologias e tendências que surgem em todos os lugares”, destaca Garbin.

Dentro destas mudanças, o executivo da IBM também prega uma alteração na postura do CIO. Se antes este profissional “reinava” sobre a TI, hoje é preciso sair deste pedestal e conhecer a fundo o negócio da organização. Se antes ele se preocupava somente com gestão de custos, hoje é necessário focar a realização de valor. Se antes ele era centrado em infra-estrutura, agora e cada vez mais será hora de enfocar processos.

“Se o CIO e o modelo de negócios se tornam inovadores, os produtos e serviços saem assim automaticamente”, salientou Garbin.Com um porém: nem toda inovação dará certo.

É a opinião também do vice-presidente do Banrisul, Rubens Bordini. “Para evitar que saia errado, o segredo é estar atento ao cliente, notando as necessidades que ele apresenta e correndo atrás de lançamentos que as supram”, enfatiza ele.

No banco gaúcho, aliás, inovação tem sido a tônica dos últimos anos. A instituição, que desde 1989 trabalha com conceitos de TI hoje batizados como “SOA”, mantém uma infra-estrutura formada por dois centros de processamento de dados, mais de nove mil estações de trabalho, 700 servidores (boa parte equipada com Linux), três mil caixas automáticos e 60 mil terminais de ponto de venda.

Sobre esse parque todo, o cliente tem cada vez mais agido por si próprio. No ano passado, os usuários do banco realizaram 291,7 milhões de transações. Destas, 70,9% foram via web ou nos terminais de auto-atendimento. “Para este ano, projetamos que este número subirá para 81%”, declara Bordini.

Não é de se duvidar: com orçamento de R$ 130 milhões para a TI em 2007, o banco incrementou seus sistemas de atendimento online, além de lançar um smartcard premiado mundo afora. Os clientes responderam com 57,6 milhões de transações via agência virtual, movimentando R$ 62,6 bilhões. Para 2008, o orçamento subiu para R$ 150 milhões e a idéia é, além de seguir investindo no cartão de chip e na web, incrementar também as operações pelo Banrisul Celular.

Fonte: Baguete

Publicado por Marcus Vinícius

Consultor e Desenvolvedor WEB/VOIP, atua em projetos pela Innovus desde 2003, focado no desenvolvimento de soluções de telefonia IP utilizando o software Asterisk. Contribuidor ativo dos portais VoIPCenter, AsteriskOnline e AsteriskBrasil.

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