Lula recebe Naruhito, príncipe herdeiro do Japão

BRASÍLIA – Como parte da celebração dos 100 anos da imigração japonesa ao Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu nesta quarta-feira o príncipe herdeiro do Japão, Naruhito. Lula exaltou o trabalho da comunidade e disse que os imigrantes estão totalmente integrados à cultura brasileira. O presidente lembrou que Brasil e Japão atuam juntos, por exemplo, na TV digital e sugeriu que os dois países trabalhem juntos com os biocombustíveis.

O príncipe herdeiro recordou que esteve no país há 26 anos, ainda durante o governo do presidente João Baptista Figueiredo e, diplomaticamente, elogiou os cerca de 300 mil brasileiros que vivem no Japão.

Durante a solenidade, os Correios apresentaram dois selos comemorativos da data e o Banco Central lançou uma moeda com denominação de R$ 2, mas que será vendida para o público, a partir de quinta-feira, por R$ 24.

Comunidade japonesa festeja centenário da imigração

Agitando bandeiras e compartilhando recordações, imigrantes japoneses e seus descendentes se reuniram perto do porto de Santos nesta quarta para lembrar a chegada, há 100 anos, do navio Kasato Maru, que inaugurou uma onda de imigração que acabou por marcar as identidades do Brasil e do Japão. Três navios da Marinha japonesa atracaram no porto, sendo aplaudidos pelo grupo de japoneses, em sua maioria idosos, que acenaram para os marinheiros que bateram continência.

Com bandeiras do Brasil e do Japão, crianças participam da comemoração do centenário da imigração japonesa - Agência Brasil

– Vocês estão vendo? 8h30m em ponto – disse Yukinore Shimon, nascido em Kyoto há 74 anos, orgulhoso da pontualidade japonesa.

Hoje existem cerca de 1,5 milhão de descendentes, os “nikkei-jin”, dos 781 primeiros imigrantes pobres que chegaram ao país no Kasato Maru com a intenção de permanecer por apenas alguns anos trabalhando na lavoura do café.

A influência dos japoneses na sociedade brasileira espalhou-se pelas artes marciais, arquitetura e os negócios. Desde a década de 1980, uma onda de imigração inversa, de milhares de “nikkei-jin” procurando trabalho no Japão, vem levando a influência brasileira de volta ao país oriental.

Estou feliz hoje porque trabalhamos muito duro para chegar onde estamos, e sinto gratidão aos brasileiros que nos receberam de braços abertos


– Estou feliz hoje porque trabalhamos muito duro para chegar onde estamos, e sinto gratidão aos brasileiros que nos receberam de braços abertos – disse Reiko Konno, que, com sua família, emigrou da prefeitura de Miyagi na década de 1930.

Como muitos japoneses no Brasil, Konno disse que ainda sente-se dividida quanto a sua identidade:

– Ainda me sinto japonesa no coração, mas tenho hábitos brasileiros 0 disse a animada senhora de 79 anos, que pratica surfe três vezes por semana. – Sou capaz de experimentar qualquer coisa – completou.

A contribuição dos imigrantes japoneses está sendo lembrada com centenas de eventos no Brasil e sites como o www.japao100.abril.com.brsurgiram para contar as histórias deles.

Fonte: O Globo Online

Publicado por Marcus Vinícius

Consultor e Desenvolvedor WEB/VOIP, atua em projetos pela Innovus desde 2003, focado no desenvolvimento de soluções de telefonia IP utilizando o software Asterisk. Contribuidor ativo dos portais VoIPCenter, AsteriskOnline e AsteriskBrasil.

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