Wap e internet no celular: usuários ainda temem preços e recursos

RIO – Muitos usuários compram telefones celulares e smartphones repletos de recursos, como câmera digital e mensagens multimídia, e a maioria dos novos donos de aparelhos até se aventuram nestas descobertas. Mas quando o assunto é acessar a internet ou ler e-mails na tela do telefone, sonho de consumo para alguns, muitos preferem não se arriscar, seja por não saber usar seja por medo de que a conta telefônica dobre de valor ao final do mês. Para esclarecer estas e outras questões muito comuns a quem tem celular, convidamos especialistas de operadoras de telefonia, de desenvolvedores de sites Wap e de fabricantes de aparelhos para participar da edição de TIRE SUAS DÚVIDAS sobre Wap e internet no celular.

Durante quase duas semanas, profissionais de empresas como Motorola, TIM, Wapja.net, Claro, HANDS e Sony Ericsson responderam as questões mais comuns (Clique aqui e confira todas as respostas atendidas). Os leitores que participaram do TIRE SUAS DÚVIDAS sobre Wap e internet no celular sinalizaram, entre outras dificuldades, a incompreensão do que é Wap e o que é internet móvel no celular, os diferentes custos de acesso em cada um destes aplicativos e as variações entre aparelhos celulares e smartphones, interfaces e benefícios. Outro argumento defendido pelos usuários que participaram da seção é que a falta de informações sobre custos de acesso à internet móvel no telefone celular atrapalha a adesão ao ambiente.

Segundo Rosana Fortes, diretora de marketing e produto da HANDS, as operadoras e as empresas precisam adquirir o hábito de orientar os usuários para desmistificar a idéia de que acessar a internet a partir do celular seja algo “extremamente caro”.

– Hoje pagamos por frações de centavos por cada Kbyte trafegado. Por exemplo, para lermos 5 notícias em um portal Wap, trafegamos cerca de 50 KB. Nos planos pós-pagos das principais operadoras, esta navegação sairia por um custo total médio de R$ 0,25 – destaca a especialista, que compara o acesso à internet a uma ligação de voz ou a um torpedo (SMS).

Foto: O Globo Online

Confira, abaixo, uma lista com este e outros esclarecimentos aos temas mais questionados (Clique aqui e confira todas as respostas atendidas):

Wap X internet – O Wap é um dos padrões de acesso à internet no celular, e em geral aparece no menu do aparelho do usuário como uma opção da operadora (Portal Oi Wap, TIM Wap, Vivo Wap e Claro Wap). Normalmente, quando navega em um destes menus o usuário obrigatoriamente estará utilizando a rede de dados da sua operadora e, dependendo do plano, irá pagar por tráfego de dados ou tempo de navegação, explicaram especialistas da equipe Wapja.net. Os ambientes Wap dos telefones celulares não têm o mesmo design de um site de internet acessado da tela do computador, justamente porque estão restritos aos conteúdos oferecidos pelas operadoras ou por seus parceiros comerciais. Outra forma de acessar ambientes Wap é digitar, na seção WEB do celular, endereços de sites do tipo Wap (wap.xxxx.com.br). Os celulares que possuem a capacidade de instalar aplicativos e jogos Java também possuem acesso a páginas WAP. Já o acesso à internet em padrões não-Wap (Edge, GPRS, 1XRTT, etc) é feito por meio de um navegador, um minibrowser semelhante ao Internet Explorer ou Firefox do computador. Nestes casos, as páginas têm visual muito semelhante e às vezes idêntico ao da tela do PC. O usuário não paga pelo tempo gasto na leitura de cada conteúdo, e sim pelo volume de Kb visualizados em cada um dos sites. No Brasil já existem telefones celulares inteligentes (smartphones) com acesso à internet via Wi-Fi (sem fio). Nestes casos os usuários não são cobrados pelo acesso, apenas por provedores de acesso em locais com pontos de acesso público (hotspot), como aeroportos e hotéis, ou se demandarem tráfego de dados e downloads que exijam conexão com a rede de telefonia da operadora de celular. (Clique aqui e confira todas as respostas atendidas)

Custo de acesso – Há alguns anos, as operadoras cobravam os usuários por tempo gasto com o acesso – isso já não ocorre com freqüência, apenas em casos de chamadas de vídeo ou de TV móvel em celulares 3G. Atualmente a cobrança é feita sobre o volume de tráfego de dados, ou seja, de acordo com o número de kbytes (KB) acessados ou enviados pelo seu aparelho durante a navegação – modelo de cobrança válido para celulares e para smartphones. O tráfego de dados inclui a navegação em sites (páginas), envio e recebimento de e-mails e download de conteúdos, dentre outros. Conforme lembrou Rosana Fortes, diretora de marketing e produto da HANDS, ao digitar um endereço de um site no navegador do celular, o usuário passa a acessar um volume de dados que será cobrado pela sua operadora. “A maioria dos grandes portais de notícias e serviços demandam, em média, 4 kbytes no acesso a cada página. Como as operadoras oferecem, em média, planos de acesso à internet móvel que variam de 256 kbytes a 512 kbytes por mês, os usuários não gastam muito tempo nem dinheiro para visualizar tais portais”. Assim como existem planos pré e pós-pagos de voz, existem pacotes de dados para acesso à internet no celular. Conforme lembrou a equipe de especialistas da Wapja.net, “é sempre importante que o usuário cheque com a sua operadora a forma de cobrança executada por ela”. Por exemplo, cada página na internet visualizada no celular ou o acesso a uma notícia em um portal WAP tem o tamanho médio de 50KB a 100KB. O mesmo ocorre para o acesso à internet pelo browser portátil ou para o envio e recebimento de e-mails de texto, o que consome aproximadamente de 5KB a 10 KB, explicou Gabriel Mendes, gerente de serviços de Valor Agregado da TIM. Segundo Mendes, se acessar 45 páginas de notícias por semana, o usuário consumirá cerca de 15MB por mês. “Outro bom exemplo é o acesso a e-mails: se trocar 20 e-mails de texto por dia, gastará aproximadamente 4,5MB por mês. O MB excedente pode sair por R$ 0,25 em média”, descreve Mendes. (Clique aqui e confira todas as respostas atendidas).

E-mail, blog e GPS no celular – O acesso à internet via navegador no celular implica necessariamente na transferência de dados e, portanto, em custos para o usuário. Por exemplo, usuários de smartphones que possuem contas de e-mail pessoal – provedor pago (UOL, Terra, Globo.com etc) ou gratuito (Yahoo, Hotmail, GMail etc) – podem acessar mensagens diretamente do aparelho, mas é preciso que a empresa lhe forneça os dados de configuração de e-mail (como servidores POP e SMTP). A configuração do aparelho pode ser feita com a ajuda do manual, da operadora de telefonia ou do menu de configurações do webmail. Cada mensagem simples de e-mail pode consumir entre 5k e 10k. Quem tem blog e gosta da idéia de publicar post em sua página diretamente do celular pode seguir a mesma média de cálculo por mensagem escrita e “postada” – entre 5k e 10k, sem contar envio de foto ou vídeo. Da mesma forma, o cliente que acessa um serviço de localização via satélite (GPS) pelo celular ou smartphone não é cobrado pelo tempo de acesso ao serviço, e sim pelo tráfego de dados demandado por ele – neste caso, pelo volume de mapas que a aplicação vai baixar para exibir ao usuário. Em alguns aparelhos, como o Nokia N95, por exemplo, a instalação de um aplicativo que carrega os mapas dentro do aparelho evita o uso de dados da internet e, portanto, reduz custos. (Clique aqui e confira todas as respostas atendidas)

3G e Blackberry – Com a chegada das redes de acesso a voz e dados da terceira geração (3G), as operadoras de telefonia prometem velocidades mais altas de acesso em celulares e smartphones. A maioria das operadoras de telefonia que oferecem esta tecnologia mantem o modelo de cobrança por tráfego de dados acessado (enviado e recebido). Cabe ao usuário se informar sobre ofertas de pacotes ilimitados de acesso. Já os modelos de aparelhos Blackberry, smartphones que entre outras vantagens permitem acesso em tempo real a e-mails, podem demandar do usuário atenção ao custo constante com a troca de mensagens. Para tal, os especialistas que participaram do TIRE SUAS DÚVIDAS recomendam a assinatura de pacotes ilimitados de tráfego de dados. Os pacotes que variam entre R$ 69,90 e R$ 99,90 mensais, dependendo da operadora, permitem navegar pela internet e acessar e-mails sem limites, mas em alguns casos o uso do localizador via satélite é cobrado a parte (em média R$ 19 mensais para acesso ilimitado a mapas). (Clique aqui e confira todas as respostas atendidas).

Vídeos e VoIP no celular – Quase a totalidade das operadoras cobra pelo acesso à internet no celular um volume definido de kilobytes acessados (enviados e recebidos), mas ainda existem cobranças a partir do tempo de acesso. Isso acontece, em geral, em operadoras que possuem canais de vídeos ou de “transmissão de TV”. O mesmo acontece para usuários de smartphones que permitem o uso de softwares de telefonia via internet (VoIP), como o aplicativo Skype ou MSN no celular. Renato Citrini, gerente de marketing de produtos da Motorola, esclarece que estes recursos são mais comuns em dispositivos baseados em sistemas operacionais como o Windows Mobile 6.0. Segundo especialistas da diretoria de VAS da Claro, quando o cliente usa canais de voz via Skype ou MSN, todo o tráfego é incluído em sua franquia limitada ou ilimitada de acesso a dados. Cabe ao usuário se informar sobre a cobrança por minutos ou a ofertas de pacotes ilimitados de acesso. (Clique aqui e confira todas as respostas atendidas)

Fonte: O Globo Online

Publicado por Marcus Vinícius

Consultor e Desenvolvedor WEB/VOIP, atua em projetos pela Innovus desde 2003, focado no desenvolvimento de soluções de telefonia IP utilizando o software Asterisk. Contribuidor ativo dos portais VoIPCenter, AsteriskOnline e AsteriskBrasil.

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