T-banking à espera de um modelo

A TV digital será mais uma canal de negócios importante para o Banco do Brasil, mas ainda depende de vários critérios para ser definitivamente implementada como meio de relacionamento com clientes. Como o modelo da própria transmissão ainda não está muito bem definido e o middleware – o software conhecido como Ginga – que compõe o projeto não oferece plena interatividade em uma via de duas mãos, resta à instituição financeira aguardar para ofertar algo mais atrativo aos usuários. Apesar disso, José Luiz Prola Salinas, vice-presidente de tecnologia do banco garante que está tudo pronto para que os serviços sejam oferecidos.

Simulação de crédito, uma das primeiras iniciativas a serem oferecidas aos clientes, já é possível, mas não há canal de retorno ao banco por questões técnicas, ou seja, porque ainda não ficou definido de que forma esse feedback do usuário na ponta ocorrerá. A expectativa do banco é que até o final do ano o middleware esteja pronto e permita a inserção de outros serviços. “O crédito, por exemplo, pode ser transmitido no modelo que chamamos de carrosel – o tempo todo na programação da emissora, ou por um software instalado dentro do conversor. Estamos testando todas as possibilidades”, revela o gerente executivo de varejo do Banco do Brasil, Denis Corrêa.

A instituição, segundo Salinas, tem mantido conversas com todas as emissoras de televisão, o que também não é um processo tão simples. Há as com programação abertas e os canais fechados operados por empresas de TV por assinatura. “São dois mundos completamente diferentes”, diz o executivo.

Em virtude da baixa penetração da TV digital na cidade de São Paulo, alguns analistas apontam o financiamento bancário como forma de estimular o crescimento deste meio. Como essas discussões ainda são muito incipientes, o banco admite não haver ainda a intenção de criar uma linha de crédito para que os clientes comprem os conversores. “Seria muito prematuro afirmar isso, mas não podemos descartar se for um bom negócio para o banco”, diz Corrêa.

A diretora de tecnologia e logística do banco, Glória Guimarães, ressalta porém que o processo deve seguir o mesmo caminho do trilhado pelo móbile banking. De acordo com ela, ninguém imaginava o celular como um importante canal de transações alguns anos atrás. Assim como no caso dos dispositivos móveis, a TV digital ainda tem preço elevado, o produto não está bem anunciado e a população não está madura a ponto de adotá-la. “É uma questão de relação custo X benefício, acredito que isso só vá acontecer daqui quatro ou cinco anos”, revela.

Ele considera este meio como a terceira onda. A primeira aconteceu com a oferta de serviços pela internet, que hoje já responde por cerca de 35% do total de transações e possui mais de oito milhões de clientes cadastrados. A segunda fase considera a mobilidade, afinal, desde 2003 o Banco do Brasil disponibiliza consulta a saldos e extratos e, atualmente, arrebanha 520 mil usuários que realizam 3,7 milhões de transações. “A TV é a terceira parte. De certa forma, afastamos os clientes do banco e ele hoje enxerga uma máquina quando vai se relacionar. Com o novo meio, é possível oferecer conferência com gerentes por exemplo, o que permite melhorar o relacionamento e proporcionar um contato mais pessoal”, diz Salinas.

Fonte: B2B Magazine

Publicado por Marcus Vinícius

Consultor e Desenvolvedor WEB/VOIP, atua em projetos pela Innovus desde 2003, focado no desenvolvimento de soluções de telefonia IP utilizando o software Asterisk. Contribuidor ativo dos portais VoIPCenter, AsteriskOnline e AsteriskBrasil.

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