Notebooks: mais recursos e maior oferta deixam consumidores em dúvida

Reuters / Consultor respondeu dúvidas mais comuns de consumidores na hora de escolher o melhor notebookRIO – Boa parte dos usuários de internet já pensou em adquirir um notebook, seja porque está atrás de mobilidade, ou porque os preços dos portáteis estão cada vez mais atraentes. Seja qual for a razão, o notebook se transformou em uma opção atraente para os consumidores brasileiros que precisam de um mínimo de mobilidade e de autonomia, seja para o lazer ou para o trabalho. Mas quanto maior for a demanda por estes portáteis, maior é o volume de dúvidas sobre o modelo mais adequado para o perfil de cada usuário.

Ao longo de duas semanas, o consultor Denis Caldeira, da consultoria Atos Origin, esclareceu algumas das questões mais comuns entre os candidatos a donos de notebooks. Entre as constatações do consultor é de que o volume de ofertas de modelos e de alternativas de configurações aumenta a cada dia, fator que favorece os consumidores com preços mais acessíveis, mas gera mais dificuldade na hora da escolha.

– Atualmente os modelos oferecidos são muito parecidos, e as marcas nacionais não têm deixado a desejar. O consumidor muitas vezes prefere escolher marcas conhecidas, como acontece na escolha do televisor, ou da geladeira, mas se ele tiver paciência de pesquisar modelos com as mesmas configurações vai perceber que a diferença de preço é pequena. A preocupação fica por conta da melhor oferta de garantia, de atendimento e de qualidade – analisa Caldeira.

O consultor respondeu às dúvidas mais freqüentes (para ler todas, clique aqui), mas selecionamos alguns dos temas que mais geram interrogações. Confira algumas delas:

Windows Vista X Windows XP X Linux

O Windows Vista, lançado pela Microsoft em janeiro de 2007, exige que o consumidor adquira modelos de notebooks com mais memória RAM – 1GB de RAM como configuração mínima – e com um processador mais avançado, com no mínimo 1 GHz (os modelos de 800 MHz são capazes, desde que estejam acompanhados de uma placa gráfica de qualidade). Quem não estiver pronto para gastar mais com um modelo compatível com Vista, pode optar por modelos que custam de R$ 1.500 a R$ 1.800, vendidos com processadores mais baratos como Intel Centrino (Core Duo) e AMD Sempron. Em geral, eles são oferecidos com 512 MB de memória RAM, “perfeitamente aceitável para o usuário comum que pretende continuar com o Windows XP por algum tempo”, garante Denis Caldeira. Mas há ainda a opção de notebooks com Windows XP que oferecem a possibilidade de upgrade gratuito (ou com custo reduzido) para Windows Vista. Como a Microsoft já anunciou que deixará de vender o Windows XP no primeiro trimestre de 2008, vale a pena gastar um pouco mais e comprar uma máquina com performance adequada para o Windows Vista. Já quem pretende optar por Linux, pode contar com boas configurações de modelos para o sistema operacional aberto Ubuntu, já que estas plataformas consome menos hardware, ou apenas uma configuração padrão – Intel Core 2 Duo ou equivalente, 1GB de memória RAM e 80GB de disco.

Mais barato X mais robusto

As configurações variam de acordo com o perfil do usuário. Aqueles que dão mais valor à mobilidade, existem modelos com displays de 14 polegadas e bateria extra, que custam a partir de R$ 1.600. Se o usuário curte as últimas inovações técnológicas, deve procurar memória alta, processador de última geração, tela de 15 ou 17 polegadas, com webcam integrada, placa de vídeo com memória dedicada, leitores biométricos e até displays sensíveis ao toque (touch screen). Estes modelos podem custar a partir de R$ 8 mil a R$ 11.500. Para pessoas que pretendem utilizar o notebook para estudos, acesso à internet, edição de textos e Office, um equipamento básico é suficiente. Por algo em torno de R$ 1.800,00, você compra um notebook com configuração suficiente para as utilizações acima, mas suficiente utilizando o Windows XP. Já um notebook bom e suficiente para rodar o Windows Vista e utilizar os recursos acima pode ser comprado por algo em torno de R$ 2.400, contendo um processador Core 2 Duo, 1 Gb de memória RAM, 80 Gb de disco rígido e gravador de DVD. As novidades são caras, mas tendem a perder o valor conforme deixam de ser novidade e de acordo com o aumento da concorrência. Mas há uma média padrão que pode não mudar tão cedo: para comprar um notebook que comporte os padrões atuais mais procurados – como configuração mínima para rodar Windows Vista – o consumidor gastará em torno de R$ 2.500.

Marcas nacional X opções importadas

Hoje em dia os equipamentos se assemelham muito, possuem boa qualidade e na maioria dos casos as marcas são escolhas pessoais. Por isso, dizem que o mercado de microcomputadores hoje é um mercado de “commodities” (produtos básicos, homogêneos e de amplo consumo). Prefira marcas com um bom histórico, líderes de mercado e bem sedimentadas, que proporcionem um bom tempo de garantia (pelo menos dois anos), bom atendimento e bom suporte técnico. Os preços, ao contrário do que muitos pensam, não são tão diferentes assim, se você fizer um comparativo exato com a mesma configuração para todos os equipamentos. Já a diferença dos preços de notebooks comprados no Brasil e no exterior está nos altos custos dos impostos. Para produtos importados, pagamos 60% de impostos, enquanto os equipamentos produzidos no país só são beneficiados pela chamada “Lei do Bem” – que prevê isenção de PIS e COFINS – os fabricantes de equipamentos que custem até R$ 4 mil. Quem espera comprar no exterior um notebook, deve lembrar que equipamentos acima de US$ 500 sofrerão carga de 60% de seu valor em impostos pela importação, declarado na chegada ao Brasil. Outro risco é o que não obter suporte técnico autorizado ou garantia do fabricante – a maioria das marcas não fornecem garantia por produtos comprados fora do país.

Notebook X Desktop

Ninguém acredita que os desktops deixarão de existir, mas muitos acreditam que a participação poderá chegar a menos de 20% do mercado de computadores. Vários fatores contribuem para isto, como facilidade de configuração e integração de todos os componentes. Mas a principal característica ainda é a mobilidade, dentro ou fora de sua residência e dentro ou fora do ambiente de trabalho. A facilidade de se locomover para salas de reunião, mantendo a conexão com sua rede através de dispositivos sem fio, e/ou utilizar o notebook na sala de sua casa enquanto seu filho utiliza o desktop no escritório para fazer o trabalho escolar são exemplos desta facilidade. Mas para alguns usuários, como fãs de videogames pesados e profissionais que lidam com programas gráficos pesados, a opção pelo computador de mesa (desktop) ainda é mais vantajosa.

Intel X AMD

Tanto a AMD como a Intel produzem linhas de processadores de última geração ou econômicas, com performances menores e preços mais acessíveis. As linhas Dual Core (Intel), Celeron (Intel) e Sempron (AMD) podem ser consideradas como estas linhas mais acessíveis, mas de menor capacidade de processamento. As linhas Core 2 Duo (Intel) e Turion (AMD) são as linhas de melhor desempenho e maior durabilidade. Existem várias diferenças que podem ser comentadas entre AMD e Intel, mas para a grande maioria dos usuários elas são mínimas. As preferências por marcas e modelos estão muito ligadas ao gosto e ao uso pessoal do usuário. Para os notebooks disponíveis no mercado, a variedade de produtos como processadores Intel é muito maior, proporcionando melhores escolhas para o usuário comum. Já a AMD é muito apreciada pelos usuários especialistas, que geralmente possuem bom conhecimento tecnológico e tempo para lidar com configurações específicas.

Para trabalho X para lazer

A configuração recomendada para usuários que não pretendem utilizar o equipamento para jogos pesados ou edição de vídeos e imagens, pode ser: um processador Intel Core 2 Duo ou equivalente; disco rígido de no mínimo 80 GB; gravador e leitor de DVD; placa de vídeo com memória compartilhada e 1GB de memória RAM. Já quem curte coleções de filmes, downloads de músicas e alguns jogos com qualidade de áudio e vídeo, sem perder a mobilidade, precisam de, no mínimo, processador Intel Core 2 Duo de 1.7Ghz (ou equivalente), 2 GB de RAM, 120 GB de disco, gravador e leitor de DVD e portas “FireWire” (para transferência de vídeos em alta velocidade) e HDMI (para conexão com televisores de alta definição). Os displays “widescreen” já estão presentes, mas o melhor tamanho dependerá do seu conceito de mobilidade. Se você pretende transportar seu notebook diariamente e não abre mão de um modelo compacto, escolha um display widescreen de 14 polegadas. Se você não se importar em carregar um notebook de tamanho um pouco acima do padrão, poderá contar com displays de 17 polegadas, também em formato “wide”. Quem gosta de games ou trabalha com áreas gráficas (engenharia, arquitetura e design), precisa de bons modelos de notebooks, com processadores Core 2 Duo acima de 2Ghz (ou equivalente), 2GB de memória, displays de 17 polegadas e placas de vídeo com 256 MB ou mais de memória dedicada. Quem está acostumado a utilizar ferramentas de mercado como Autocad e Corel, pode ter o equipamento Intel ou AMD, priorizando mais memória RAM (acima de 1GB) e uma boa placa de vídeo com memória dedicada. Especialmente para games, a melhor opção ainda é desktop. Já quem lida com criação e publicidade, a relação custo x benefício, a princípio, é liderada pelos notebooks da Apple, porque possuem melhor qualidade gráfica e de apresentação.

Fonte: O Globo Online

Publicado por Marcus Vinícius

Consultor e Desenvolvedor WEB/VOIP, atua em projetos pela Innovus desde 2003, focado no desenvolvimento de soluções de telefonia IP utilizando o software Asterisk. Contribuidor ativo dos portais VoIPCenter, AsteriskOnline e AsteriskBrasil.

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