Gênios da computação: geração que já nasceu conectada fala das …

Foto: Fabio Rossi, O Globo / Yan, filho do Laércio Vasconcelos, especialista em computadorRIO – Eles baixam e instalam programas, cuidam da segurança do computador, ajudam os adultos da casa a navegar na internet e realizar tarefas, fazem sem estresse a transição entre suas máquinas e seus tocadores de MP3 e alguns até ajudam a construir pequenos robôs. São os craques mirins da geração que já nasceu familiarizada com a tecnologia, servindo de exemplo para muita gente grande. (OPINE: Tecnologia e infância podem conviver de forma saudável?)

Yan Motta Vasconcelos, por exemplo, começou cedo.

– Aos 4 anos eu já jogava “Star wars: Jedi knights” e outros games – conta Yan, de 13 anos. – Fiz um curso de computação e logo comecei a a mexer com Word, Excel e PowerPoint.

Hoje, Yan domina programas de edição de fotos. De brincadeira, criou e deu de presente para o pai um quadro (criado no Paint) em que retratou os dois como cavaleiros Jedi.

Aos 4 anos eu já jogava ‘Star wars: Jedi knights’ e outros games (Yan, de 13 anos)


– Aos 9 anos entrei na internet. Além de usar o Orkut, baixo músicas, filmes e muitos jogos – diz Yan.

Dentro do PC, ele mexe e remexe nas configurações do Painel de controle do Windows, para adicionar ou remover programas e modificar as configurações da barra de tarefas. Também altera, se necessário, as características do programa que o pai instalou na máquina para medir temperatura, performance e outros quesitos.

– Baixo carros para o jogo “Need for Speed” e também já joguei “Ragnarok” em versão multiplayer – diz Yan. – E, no jogo “The Sims”, criei uma banda de rock inspirada no Iron Maiden. Trabalhei os personagens com o Windows Movie Maker, focando bem seus rostos e sincronizando as músicas.

Yan chegou a instalar o Windows Vista, mas voltou para o XP, preferindo fazer umas atualizações no visual do sistema velho para se parecer com o novo.

Piero Azevedo Berquó de Sampaio, de 10 anos, é outro que sabe muito de computador e inclusive assessora a mãe no uso da máquina. Desde os 5 anos mexe com tecnologia e conta que praticamente aprendeu inglês lidando com os programas. Sua grande paixão são os jogos de guerra e estratégia, alguns dos quais replicam castelos me$que de fato existiram. É um fã do teclado e do mouse, tanto que nunca teve jogos de console.

Ele conta que seus colegas fazem montagens para criar “vídeos de susto” que postam no YouTube, e se divertem assustando uns aos outros. Piero puxa sozinho as músicas da rede e de seus CDs para o celular W580 da SonyEricsson com conexão USB. Tem até experiência com Linux, pois na escola usa o Ubuntu.

Mas tantos bits e bytes fazem bem? Aída Miller, coordenadora de informática e assistente da direção do colégio A. Liessin, em Botafogo, explica que lá os sistemas são monitorados para evitar que a criançada ligada em tecnologia se disperse dos trabalhos. A vigilância inibe sites e previne problemas como ofensas pela rede. Cada aluno tem sua senha para acessar o computador e a web. Os bloqueios são por assuntos, como entretenimento, games, etc.

São sete pessoas na equipe de informática de olho no uso correto do computador (Aída Miller, do colégio A. Liessin)


– São sete pessoas na equipe de informática de olho no uso correto do computador, dizendo o que se pode e não se pode fazer, inclusive com a ajuda de softwares educativos – diz Aída. – Se você os deixa soltos, eles entrarão em tudo o que não é necessário e não fazem trabalho nenhum. Sempre há um que tenta entrar num lugar proibido, mas temos condições de rastrear e descobrir quem fez.

Isso sem falar em que alguns mais afoitos não resistem a “botar pilha” nos colegas via web. Por isso professores (e pais, naturalmente) têm de ficar de olho.

Meninas estão entre os gênios

Nem só de meninos se compõe o universo dos avançados usuários mirins. Júlia Bastos Bittencourt, 12 anos, está às voltas com o computador desde os 2. O irmão mais velho Vinícius, que hoje cursa ciência da computação, é seu grande mentor. Júlia instala e desinstala sozinha seu software e é uma expert na parte de vídeo – costuma usar o Windows Movie Maker para fazer clips da família e das amigas. Agora, já está até programando.

– Estou criando um game para a aula de português na escola (ela está na sexta série, sétimo ano) baseado no conto “O fantasma de Canterville, de Oscar Wilde – explica Júlia, que tem seu próprio notebook (um HP/Compaq prateado de 2 gigabytes de memória) instalado num tablado em seu quarto.

Para isso, ela usa um programinha com objetos semiprontos e um “editor de eventos”, que ajuda a montar a seqüência do game, conferindo ações aos objetos na trama.

Outra craque no PC é Giulia Comas Wegbrayt, 12 anos, aluna do colégio A. Liessin, em Botafogo. Ela participa do laboratório de robótica.

– Meu grupo ajuda a $um robô baseado em Legos, e uma das coisas que faço é a programação dos sensores dele – explica Giulia. – O programa diz ao robô para que lado ele deve se dirigir. Os comandos dizem ainda ao robô que motor ele vai usar, durante quantos segundos vai andar, e assim por diante.

Em casa, Giulia ajuda a mãe a mexer no PowerPoint e baixa vários tipos de jogos. Está de olho na segurança e já conseguiu eliminar vários vírus de seu pen drive pessoal. Seu colega de laboratório Guilherme Balassiano, 12 anos, já é mais um fã do hardware. Junto com um coleguinha, está construindo um protótipo de robô movido a um minimotor com chaves de direção.

– Em breve, vamos começar a trabalhar com telefones celulares para conectá-los com um projeto de casa $futuro – diz Guilherme, que em casa instalou sozinho o antivírus e cuida das atualizações e varreduras. Mexe ainda nas configurações do Painel de Controle com intimidade.

Gerald Cohn, 13 anos, está construindo um mini-submarino com componentes eletrônicos misturados a material de sucata, como garrafas pet. Em casa, conta que fez algumas traquinagens e chegou a desinstalar alguns jogos de paciência do pai para que este passasse mais tempo jogando junto com ele.

– Meu pai ficava chateado comigo – confessa. – Hoje, tenho dois irmãos mais novos e mexo nas configurações do PC para ajudá-los a jogar melhor. Por exemplo, mudando a quantidade de cores na tela para que o jogo se$mais bem visualizado.

As crianças estão de fato precoces, mas é preciso cuidado ao lidar com o PC, alertam especialistas.

– Os pais devem conviver e interagir junto com os filhos nesse contexto tecnológico. Também podem adotar recursos tecnológicos que diminuam os riscos, como certos softwares de bloqueio e alerta – diz o advogado Renato Opice Blum, especializado em direito eletrônico.

– É preciso saber escolher os sites onde se navega. Temas proibidos ou ilegais geralmente oferecem arquivos contaminados por vírus ou programas-espiões que podem roubar seus dados – alerta Marcos Sêmola, consultor de segurança e especialista em estratégia pela London School.

Fonte: O Globo Online

Publicado por Marcus Vinícius

Consultor e Desenvolvedor WEB/VOIP, atua em projetos pela Innovus desde 2003, focado no desenvolvimento de soluções de telefonia IP utilizando o software Asterisk. Contribuidor ativo dos portais VoIPCenter, AsteriskOnline e AsteriskBrasil.

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