Governo discute problemas da juventude em conferência

Os ministros Luiz Dulci, da Secretaria Geral da Presidência, e Marina Silva, do Meio Ambiente, durante abertura da 1ª Conferência Nacional de Juventude, em Brasilia - Givaldo Barbosa/O Globo

BRASÍLIA – O primeiro emprego, a gravidez precoce, qualificação profissional, questão ambiental e acesso à educação, cultura e lazer são as principais preocupações dos jovens brasileiros, segundo levantamento e estudos preparatórios feitos por órgãos do governo nos últimos meses para a realização da 1ª Conferência Nacional da Juventude, que acontece de domingo a terça-feira em Brasília.

A conferência foi preparada com a participação de 406 mil jovens de todo país, desde setembro. Eles apresentaram suas principais preocupações, desafios e demandas e elegeram 2 mil delegados para representá-los na conferência.

– A Conferência vai representar o ponto de vista da juventude brasileira. Mais de 400 mil jovens discutiram seus problemas sem 1.200 municípios brasileiros. As principais preocupações são com o primeiro embprego, a gravidez precoce, a questão ambiental e acesso à educação, cultura e lazer – disse o secretário-geral da Presidência da República, Luiz Dulci, responsável pelas relações do governo com os movimentos sociais.

Um documento com as propostas e demandas dos jovens será entregue ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva na terça-feira, quando ele participará do encerramento da Conferência. Neste domingo, estão participando do encontro, além de Dulci, os ministros Marina Silva (Meio Ambiente), Nilcéia Freire (Secretaria das Mulheres), Edson Santos (Secretaria da Igualdade Racial), Altemir Gregolin (Secretaria da Pesca) e Beto Cury, secretário Nacional de Juventude, organizador da Conferência.

É “chavão” chamar a juventude de alienada, diz secretário

Dar visibilidade à temática dos jovens para que o segmento seja devidamente atendido pelas políticas púbicas elaboradas nas três esferas de governo. Essa será uma das conseqüências da conferência. A análise é do secretário Nacional de Juventude, Beto Cury, que está no comando da pasta desde sua criação em 2005.

Cury lembra que, se por um lado, o Brasil figura, junto com Honduras, como um dos últimos países da América Latina a implementar uma política de juventude, é também o único a ter uma esfera de discussão sobre a realidade do segmento, o Conselho Nacional da Juventude. O secretário rechaça a tese de que o jovem é alienado.

– Há alguns anos, quando se falava de movimentos juvenis, se pensava muito em movimento estudantil, era a UNE (União Nacional dos Estudantes) e a UBES (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas). Hoje, a atuação do jovem vai além. Claro que o movimento estudantil continua tendo um peso importante nos movimentos juvenis, mas não é só isso. Há uma multiplicidade de organizações de jovens que tratam, por exemplo, da questão ambiental, de prevenção de doenças sexualmente transmissíveis, de combate ao uso de drogas. Há ainda uma gama de organizações juvenis que trata de qualificação profissional, de inclusão digital. O que se tem hoje é um mosaico plural de organizações juvenis que têm uma militância social,

mas não, necessariamente, político-partidária. Eu acho que é um chavão dizer hoje que a juventude é

alienada.

Marina Silva destaca direitos das gerações futuras em conferência

A necessidade de cuidar do meio ambiente ao pensar nas políticas de desenvolvimento foi uma das preocupações apontadas pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, na abertura da conferência.

– Temos que atender às legítimas reivindicações das gerações presentes, mas sem esquecer dos legítimos direitos das gerações futuras – disse Marina.

A ministra completou:

– Sabemos que se trabalharmos para vocês, nós não teremos futuro. Mas se trabalharmos com vocês nós venceremos.

Nas pré-conferências, o meio ambiente foi um dos assuntos de destaque entre os jovens. A juventude também se mostrou atenta a temas como educação, saúde e emprego.

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Luiz Dulci, destacou que já existem políticas públicas voltadas para essas questões.

– Temos políticas públicas (nas temáticas apresentadas pelos jovens), mas, com base nas propostas e contribuições dos jovens, essas políticas podem ser aperfeiçoadas – disse o ministro.

Fonte: O Globo Online

Publicado por Marcus Vinícius

Consultor e Desenvolvedor WEB/VOIP, atua em projetos pela Innovus desde 2003, focado no desenvolvimento de soluções de telefonia IP utilizando o software Asterisk. Contribuidor ativo dos portais VoIPCenter, AsteriskOnline e AsteriskBrasil.

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