Quebra-cabeça incompleto

Nove meses de conversas e muita discussão na mesa foram suficientes para gerar a Virtus, companhia brasileira de serviços e software para gestão do ambiente de tecnologia da informação. A junção de Automatos, Dedalus, Intelekto, Biosalc, Trellis, Visionnaire e Volans foi costurada pelo Banco Fator. O hall conta, ainda, com Ideasnet, Intel Capital e SPTec como acionistas – os fundos já mantinham participação em algumas das organizações que se fundiram.

Somado, o faturamento das sete empresas atingiu, em 2007, R$ 80 milhões. As marcas deixarão de ser propagadas para se transformarem em produtos. A empresa nasce com um quadro formado por cerca de 800 colaboradores e uma carteira composta por mais de mil clientes. “O potencial de venda cruzada na base dos integrantes da empresa é enorme”, avalia o fundador da Automatos e presidente da Virtus, André Fonseca.

E esse movimento não se encerra nesse período. De acordo com o principal executivo da Virtus, outras três companhias devem ser integradas ao grupo ainda neste ano. “Estamos avaliando e já na discussão de governança com empresas de gestão de infra-estrutura de TV digital, segurança da informação, instalações físicas de infra-estrutura (cabeamento, por exemplo) e companhias que detém sistemas de análise de qualidade de software”, conta Fonseca.

A proposta da Virtus é se consolidar no mercado como fornecedor brasileiro forte e grande o suficiente para fazer frente à gigantes multinacionais aqui instaladas e também diante de um setor extremamente fragmentado. De acordo com o presidente da companhia, além das provedoras de sistema de gestão empresarial (ERP), não há grupos nacionais de software potentes.

Composição e integração

Se comprar uma ou duas empresas já é uma tarefa complicada, que dirá unir as operações. Nesta primeira fase, foi criado um Centro de Serviços Compartilhados que será responsável pela integração de três unidades primordialmente: vendas, serviços e appliances. As demais áreas, como fábrica de software e desenvolvimento, permanecerão separadas inclusive fisicamente.

O Banco Fator, que está organizando a união, ainda não entregou a composição do conselho, mas Fonseca adianta que haverá além de integrantes das companhias e dos três acionistas, muitos executivos do mercado. Ele também acredita que, entre as áreas sinérgicas – marketing, tesouraria, administrativa, entre outras – a que deve demandar mais trabalho é a financeira.

O presidente da Virtus acredita que a total integração das companhias esteja concluída dentro de dois anos, período também de comprometimento de todos os sócios a se manterem no grupo.

Não há previsão de aporte nessa etapa inicial, mas uma rodada de novos investimentos não foi completamente descartada pela nova empresa. Estão nos planos, porém, algumas investidas no mercado internacional – por meio de escritórios e joint ventures da Automatos e da Biosalc que já existiam antes da fusão.

Fonte: B2B Magazine

Publicado por Marcus Vinícius

Consultor e Desenvolvedor WEB/VOIP, atua em projetos pela Innovus desde 2003, focado no desenvolvimento de soluções de telefonia IP utilizando o software Asterisk. Contribuidor ativo dos portais VoIPCenter, AsteriskOnline e AsteriskBrasil.

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