28 Mai
Postada por: Marcus Vinícius Categorias: VoIPCode
Se você é novo aqui, você pode se cadastrar em meu RSS feed. Obrigado pela visita!
SÃO PAULO - A holandesa Nimbuzz lançou hoje no Brasil o seu serviço de comunicação de voz e texto pela internet. A plataforma é gratuita e pode ser utilizado inclusive em celulares, permitindo fazer chamadas de voz, trocar arquivos e usar serviços de mensagens eletrônicas.
Criado há dois anos e fortalecido com aportes de capital dos investidores Mangrove (investidores do Skype), Naspers (dona de 30% da Abril) e Holtzbrinck, o serviço da Nimbuzz já estava disponível no país, desde que acessada a página em inglês. Atualmente, há cerca de 30 mil usuários cadastrados no Brasil, marca que a empresa espera elevar para entre 500 mil e 1 milhão até o fim do ano.
Ainda não devemos gerar receita. Queremos começar formando nossa base de clientes para depois criar um modelo para gerar receita, disse o diretor geral da empresa no país, Carlos Medina. Mas o modelo não deve sair do normal, com venda de publicidade, acordos de compartilhamento de receita. A única coisa que não teremos é cobrança de assinatura, acrescentou.
De acordo com ele, o Nimbuzz integra funcionalidades de programas de voz sobre internet (VOIP), como o Skype, além de permitir o acesso consolidado a mensageiros como o MSN Messenger ou Google Talk e redes sociais como o Facebook e o MySpace. Ele pode, ainda, ser instalado diretamente no celular ou computador, ou acessado remotamente pela internet. Atualmente, o programa está configurado para funcionar em 500 celulares. Não sabemos exatamente o quanto dos aparelhos disponíveis no Brasil estão entre os compatíveis, mas um bom chute seria algo perto de 80%, diz Medina.
O executivo acredita que a previsão de aumento no número de usuários cadastrados para o país é bem factível. Segundo ele, é preciso levar em conta que esses 30 mil - entre 600 mil e 700 mil em todo o mundo - se cadastraram por conta do boca-a-boca, já que a empresa nunca havia divulgado sua existência até um anúncio feito na semana passada em Londres e o de hoje, em São Paulo.
Segundo Medina, para viabilizar o aumento no número de usuários, a empresa vai começar a anunciar seus serviços em meios compatíveis, como internet e celulares. A partir daí, começarão os testes com a venda de anúncios e será intensificada a conversa com possíveis parceiras - como operadoras de celulares e fornecedoras de conteúdo. O objetivo da Nimbuzz é atingir o ponto de equilíbrio financeiro (breakeven) já em 2010. A receita deve começar a vir em 2009, a partir do segundo semestre. Em 2010 com certeza já devemos chegar ao breakeven ou mesmo gerar algum lucro, afirma Medina.
A parceria com as operadoras, diz, é uma das possibilidades mais interessantes para a geração de receita compartilhada na opinião da empresa. A Nimbuzz, inclusive, já está negociando com uma operadora britânica, embora não divulgue qual.
Para Medina, o fato de o serviço do Nimbuzz servir como concorrência às operadoras no tráfego de voz, a parceria com sua companhia é atraente mesmo assim pois ajuda a impulsionar o tráfego de dados, mais rentável que o de voz. A tendência é que as pessoas deixem de pagar por serviços de voz e comecem a gastar mais com dados, diz. E seremos um facilitador para que as operadoras captem mais clientes de dados, acrescenta.
Embora tenha sido anunciado como um serviço totalmente gratuito, ainda há situações em que o Nimbuzz é pago para o usuário. É o caso de uma ligação feita através de celulares sem o sistema operacional Simbia, presente em apenas parte dos aparelhos. A tecnologia do programa exige que um celular desses com o Nimbuzz acesse uma rede VOIP, por meio de um telefone local, para se comunicar com outra pessoa usando o serviço de voz. Para qualquer outro tipo de atividade (troca de mensagem de textos, mensagens instantâneas e envio de gravações de voz), o serviço é gratuito. Assim, um usuário que queira falar com outra pessoa através de seu celular sem o sistema Simbia, terá de pagar uma ligação local para se conectar a uma rede VOIP.
Mas já estamos trabalhando para adaptar o programa para que mesmo isso possa ser feito sem a ligação local, diz Medina. Uma vez resolvido esse problema, toda a comunicação suportada pelo Nimbuzz será gratuita - embora seja necessária a contratação de um plano de dados para o celular.
A tecnologia que permitirá isso, diz o executivo, está sendo desenvolvida pelo centro de pesquisa que a empresa mantém em Córdoba, na Argentina, e que foi inaugurado em janeiro deste ano. Nesse local, 30 funcionários da companhia desenvolvem novas aplicações para o programa, assim como resolvem problemas de compatibilidade com celulares e corrigem falhas no programa.
(José Sergio Osse | Valor Online)
Fonte: O Globo Online
Faça um Comentário