A D-Link, fabricante taiwanesa de equipamentos de networking, conectividade e comunicação de dados, acaba de anunciar sua entrada no mercado corporativo brasileiro com data prevista ainda para março deste ano.
O anúncio veio acompanhado do lançamento de uma nova unidade de negócios, a Business Solutions, e um portfólio com cinco soluções inéditas voltadas para o segmento (conectividade, mobilidade, vigilância IP, VoIP e ainda gerenciamento e controle de usuários em ambientes internos e externos), novidades que já arrancam no mercado com a expectativa de serem responsáveis por 20% do faturamento total da D-Link em 2008.
A meta é ousada, mas a questão é: por que a D-Link resolveu ingressar nesse mercado, hoje dominado por empresas como Cisco e 3Com? E por que agora? Uma das explicações é simples. Apesar de ser em tamanho um mercado menor do que varejo e pequenas e médias empresas (PMEs), o volume de demanda e a lucratividade que oferecem é muito maior.
“O mercado se comporta de forma oligopolista, com poucos players e ele mesmo estava gritando, pedindo por novos parceiros que ofereçam opção de qualidade competitiva para satisfazer as necessidades de networking. Hoje a D-link está trazendo uma resposta para esse mercado”, analisa Rodrigo de La Fuente, gerente comercial dos mercados corporativo e de pequenas e médias empresas da D-Link.
Sem medo de partir para essa briga, a empresa acredita que há espaço para todos esses players no segmento e aposta em parceiros e novas ofertas-nicho como principais armas. Entre elas, o lançamento da modalidade de vigilância IP, ainda pouco explorado no País. “A parte de Vigilância IP é uma tecnologia que não está madura hoje no mercado. A maior parte das soluções são analógicas e sabemos que a digitalização é uma tendência”, diz Adriano Luz, gerente de produtos da D-Link.
Segundo o presidente da companhia no Brasil, Alexandre Wu, um dos motivos dessa solução ser uma grande oportunidade agora é o fato de já contar com uma cultural digital dentro das companhias, coisa que antes era um fator complicador, já que não havia o volume de outras soluções IP nas empresas que gerassem o benefício de custo com aproveitamento de infra-estrurura numa implementação desse gênero.
Mantendo o modelo de venda indireta, ao que tudo indica essa será a grande carta na manga que poderá abrir as portas do mercado corporativo para a D-Link. Parceiros com forte presença nas verticais alvo – comércio, educação, finanças, governo, indústrias e saúde – devem emprestar seu know-how para facilitar essa entrega.
“Acreditamos que chegaremos aos 20% estimados principalmente por estarmos lançando soluções que até então não existiam no mercado. Sabemos que temos competitividade para isso e temos também parceiros bem credenciados em verticais como a de governo. Hoje, nesta área já sabemos que conseguiremos ter uma margem bastante interessante”, revela Wu, dando pistas da estratégia de expansão.
No total, a divisão de Business Solution começa com 45 novos integradores, e já conta com alguns contratos em andamento, mantidos por ora em sigilo. “O canal é muito importante, é nossa força de vendas. Queremos manter a forma como já vínhamos trabalhando com varejo. Nos estruturamos regionalmente, buscando os parceiros estratégicos com mais força nesses mercados”, conclui La Fuente.
A D-Link Brasil encerrou 2007 com um faturamento de US$ 97 milhões, representando cerca de 7% do faturamento global da companhia. Com a nova área de negócio e o crescimento nos segmentos de telecom e varejo em que já atua a expectativa é que a D-Link Brasil alcance os US$ 165 mlhões em 2010, 35% desse valor proveniente do mercado corporativo.
Fonte: B2B Magazine
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